O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça restabeleceu o pagamento dos salários do tenente da Polícia Militar de São Paulo Henrique Otávio Oliveira Velozo, preso e acusado de matar o campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo (ambos na foto em destaque).
O lutador de 33 anos foi assassinado em agosto de 2022 com um tiro na cabeça em um clube na capital paulista.
Inicialmente, a 16ª Vara de Fazenda Pública de São Paulo havia garantido ao tenente Velozo o recebimento integral de seus vencimentos desde agosto de 2022 até a conclusão definitiva do processo penal.
No entanto, desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) suspenderam os salários.
Ele foi a uma boate e a um motel logo após o crime
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Henrique Otávio Oliveira Velozo sacou a arma e atirou na cabeça do lutador Leandro Pereira do Nascimento Lo
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Policial acusado de atirar contra o lutador
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Leandro Lo foi baleado na cabeça durante festa em São Paulo
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Fátima e o filho, Leandro Lo
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Leandro Lo, 33 anos, teve morte cerebral após ser baleado, na madrugada deste domingo (7/8)
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O PM também é lutador de jiu-jítsu
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A defesa do tenente, então, recorreu ao STF, e o Ministro André Mendonça, responsável pelo caso, decidiu a favor do restabelecimento dos salários de Velozo, retomando os termos da decisão inicial.
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Entenda o caso:
Lutador Leandro Lo foi morto em agosto de 2022, durante um show em um clube em São Paulo;
Ele se envolveu em uma briga com o policial militar Henrique Otávio Oliveira Velozo;
Após a discussão o policial teria ido até a mesa de Leandro Lo e pegado uma garrafa;
O atleta tirou a bebida da mão de Velozo, o derrubou e o imobilizou;
Em seguida, o PM se levantou e atirou no atleta de jiu-jítsu.
O tenente efetuou um disparo contra Leandro, que não resistiu aos ferimentos;
Henrique foi preso em flagrante, e posteriormente, foi indiciado por homicídio qualificado;
Ele está preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo, enquanto aguarda julgamento.
No fim de agosto de 2022, a promotoria ofereceu denúncia contra o PM, que foi aceita pela Justiça.
Velozo responde por homicídio triplamente qualificado: por motivo torpe, meio cruel e uso de recurso que impossibilitou defesa da vida.