Incluir frutas e legumes na dieta dos animais de estimação pode ser uma boa forma de impulsionar a saúde dos pets. A indicação de especialistas é que os tutores procurem a orientação de um veterinário para planejar uma alimentação equilibrada, uma vez que alguns alimentos são contraindicados para os animais. O caqui, apesar de trazer benefícios, também pode ser maléfico aos pets.
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Moderação é a palavra chave. O consumo de determinados alimentos, quando feito em excesso, é prejudicial tanto aos seres humanos quanto para os animais de estimação. De acordo com veterinária especialista em nutrição Bárbara Ciola, o caqui pode oferecido a cães e gatos saudáveis, desde que limitado a alguns cuidados. Caso eles não sejam seguidos, a fruta de cor alaranjada pode aumentar as chances de o amigo de quatro patas ter algumas doenças, como a diabetes.
Nem todo alimento pode ser ofertado aos animais de estimação
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Além de conter vitamina C e carotenos (pró-vitamina A), a polpa do caqui é rica em fibras solúveis e em compostos antioxidantes. Quando ofertada em pequenas quantidades, a fruta auxilia no trânsito intestinal e contribui com a saúde intestinal.
Possíveis riscos
Apesar de ser benéfico para o bom funcionamento do organismo dos pets, o excesso de caqui é capaz de acarretar em problemas. Ciola explica que o alto teor de frutose e taninos, especialmente nas variedades mais moles, pode causar efeitos adversos quando consumidos em excesso.
Por isso, o ideal é que a fruta seja oferecida sempre sem sementes, para evitar risco de irritação gastrointestinal. Como a casca do caqui concentra boa parte dos taninos, ela pode ser retirada antes de ser oferecida para animais mais sensíveis, ou mesmo para aqueles com tendência a distúrbios digestivos.
“Dê preferência à variedade firme, como o caqui ‘fuyu’, que tem menor índice glicêmico e concentrações mais baixas de taninos”, orienta Ciola.
O consumo excessivo de açúcares pode ocasionar a diabetes e, caso o pet já tenha uma dieta desequilibrada, comer grandes quantidades da fruta pode aumentar os riscos da doença. A nutricionista indica que o consumo seja ocasional, respeitando no máximo de 5 a 10% do valor calórico diário da dieta.
A fruta deve ser evitada na dieta de animais que já sofrem com obesidade, diabetes, dislipidemias, pancreatite ou qualquer doença em que a ingestão de açúcares simples represente risco.