O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), voltou a defender o diálogo e as negociações com o governo dos Estados Unidos para ainda tentar livrar o Brasil da imposição de tarifas comerciais adicionais anunciadas pelo presidente norte-americano Donald Trump.
Na última quarta-feira (2/4), Trump anunciou uma nova rodada do “tarifaço” contra produtos importados de diversos países, entre os quais o Brasil. O país foi taxado em 10% sobre todas as suas importações, ficando no patamar mais baixo da taxação, em nível bem inferior a outras nações.
Além disso, o Brasil já havia sido alvo de uma taxação de 25% sobre aço, alumínio, veículos e autopeças – percentual que se mantém, mesmo após o novo anúncio de Trump.
Leia também
“Os Estados Unidos não são nossos inimigos”, disse Alckmin em entrevista coletiva, nesta sexta-feira, em São Paulo, após uma reunião com Guilherme Gerdau, presidente do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).
“Os EUA são um parceiro importante. Não são os maiores, mas um parceiro muito importante. Nós deixamos claro em todas as conversas [com o governo norte-americano] que o Brasil não é problema para os EUA porque eles têm superávit conosco, não têm déficit”, explicou Alckmin.
“Nós vamos trabalhar no caminho do diálogo e da negociação, para reverter o que foi colocado: 25% para aço, alumínio, veículos e autopeças, não só para o Brasil, mas para o mundo inteiro. Além disso, um outro aumento de base de 10% para tudo. O Brasil ficou na menor taxa, mas não achamos justo. Lamentamos”, continuou o vice-presidente.
Alckmin confirmou ainda que há “reuniões marcadas em nível técnico para a próxima semana” e demonstrou otimismo em relação a uma possível reversão das tarifas.
“Sempre o caminho melhor é o caminho da negociação, do entendimento, de buscar um ganha-ganha. Guerra tarifária é ruim para todo mundo”, concluiu.